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Delegado de Nova Era morreu afogado após bater a cabeça, aponta laudo da Polícia Civil

Delegado ficou inconsciente após pular de altura de 2,30 m até a lâmina da água, que tinha apenas 0,50 cm

Por Redação - Portal Notícia1 em 23/06/2022 às 13:40:32

Eduardo morreu por afogamento - Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito policial instaurado para apurar as circunstâncias da morte do Delegado de Polícia Civil, Eduardo Vinicius de Carvalho, que respondia pela cidade de Nova Era, ainda que afastado de suas funções. O corpo do delegado foi encontrado dia 3 de abril, por volta de 17h30, na água da Lagoa da Tiririca, no município de Córrego Novo, em Minas Gerais.

Conforme apontado pela Polícia Civil, Eduardo teria passado o dia em um clube na Lagoa da Tiririca e, ao final da tarde, seu corpo foi encontrado boiando na água, já sem vida. Ele foi resgatado por seguranças do clube, que tentaram a reanimação, sem sucesso. Durante os trabalhos de perícia, foram recolhidos objetos pessoais do delegado em uma mesa localizada à beira da lagoa, indicando que a vítima ingeriu grande quantidade de bebida alcoólica. Em seu carro foram encontrados objetos pessoais e uma arma, que não pertencia a ele, sendo esta cedida por um terceiro, que também foi indiciado no processo. O corpo da vítima foi removido ao Posto Médico Legal de Ipatinga e submetido a exame de necropsia, constatando-se que não apresentava lesões externas e que a morte foi causada por afogamento.

Os laudos dos exames periciais concluíram que a morte do delegado de Polícia foi acidental e que não houve suicídio. Contudo, conforme apontado pela Polícia, a vítima agiu de forma imprudente, se deslocando até o final de um "deck" interditado e pulando de uma altura de aproximadamente 2,30m até a lâmina d´água. O local tinha profundidade de apenas 0,50 cm. Devido a isso, o delegado chocou-se contra o chão de areia da lagoa, perdendo a consciência e se afogando em decúbito ventral. Assim, o médico legisla apontou que o impacto da queda pode causar transferência de energia suficiente ao pescoço para gerar a perda de consciência ou paralização do seu controle nervoso de maneira momentânea, impedindo a vítima de reagir naturalmente para se salvar, a qual se afoga em cerca de apenas cinco minutos com a ingestão da água doce.

Clube responderá por ausência de guarda-vidas

Também se concluiu que Eduardo poderia ter sido salvo se houvesse um guarda-vidas presente no momento do acidente. Assim, o responsável legal do clube foi indiciado pelo crime de homicídio culposo por omissão imprópria, levando em conta que tinha por obrigação legal proteger as pessoas que frequentavam a lagoa do seu clube de eventual afogamento, deixando um salva-vidas a postos no local.

O inquérito policial será enviado ao Ministério Público e à Justiça Publica para as demais providências legais.

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