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Vereadores elogiam eventos culturais, mas destacam impacto no trânsito e comércio em Monlevade

Reclamação de comerciantes sobre fechamento de vias e falta de espaço para eventos foram alguns dos apontamentos

Por Redação/N1 em 20/06/2024 às 18:54:01

Reclamação de comerciantes sobre echamento de vias e falta de espaço para eventos foram alguns dos apontamentos - Foto: Acom/PMJM

O Festival Baobá, realizado pela Prefeitura de João Monlevade por meio da Fundação Casa de Cultura, ocorreu na Praça de Povo e movimentou a cidade no último final de semana. A pluralidade das atrações e qualidade da infraestrutura foram elogiados pela população. Na Câmara Municipal não foi diferente. Os vereadores elogiaram não só o evento, mas a quantidade e qualidade de eventos culturais na gestão de Dr. Laércio Ribeiro (PT) e Fabrício Lopes (Avante), tendo à frente da Casa de Cultura Nadja Lírio Caldeira Contudo, o impacto no trânsito e no comércio local também foi lembrado na reunião ordinária desta quarta (20). Importante destacar que João Monlevade não tem um parque de exposições ou área pública específica para realização de grandes eventos.

O líder do Governo, Belmar Diniz (PT) foi quem iniciou o debate. "A gente quer um espaço público maior para fazer um grande evento", pontuou ele. O vereador ainda citou eventos que a Prefeitura realiza em diferentes pontos da cidade, como a Praça do Povo, em Carneirinhos, a Praça da Paz, no bairro Vila Tanque e em frente a Casa do Bem Viver, na região do Novo Cruzeiro. Contudo, ele reconheceu que apesar dos eventos agradarem a muitos, os impactos são perceptíveis. Ele ainda lembrou que a Praça do Povo foi revitalizada a partir de recursos destinado pelo ex-deputado Nozinho (PDT), hoje prefeito de São Gonçalo do Rio Abaixo. "Revitalizou, é para usar, é para ter evento cultural lá. Não vamos proibir ou inibir isso não. Ouro Preto e BH, tem carnaval, muda o trânsito um monte de dia, para a cidade, modifica o trânsito, mas a gente precisa. Move a cidade. Todo mundo reclama depois que a cidade não tem nada. Vamos tentar ajudar", destacou.

O presidente da Câmara, Fernando Linhares (Podemos) pontuou que todas as reclamações que ele recebeu foram com relação ao trânsito, mas reconheceu a qualidade dos eventos promovidos pela Casa de Cultura. "Bons shows, eventos, festivais. Festas com segurança e organizadas, que tenho a vontade de levar meus filhos. Mas é o trânsito, mobilidade urbana", disse. Linhares ainda pediu que Belmar marque uma reunião com o chefe do Setor de Trânsito e Transporte (Settran) e com a Casa de Cultura, para debater o assunto e apresentar uma sugestão para minimizar os impactos. Belmar então completou que muitos reclamam até mesmo do estacionamento de supermercados da cidade, quando estão cheios ou quando só é permitido ao cliente estacionar e que o trânsito em Monlevade é pesado inclusive em dias em que não há eventos na praça.

Marquinho Dornelas (Republicanos) também falou sobre o assunto. Ele afirmou ter sido procurado por vários comerciantes, chateados com o fechamento da via na sexta. "Se fosse só no sábado, estava ok. Os comerciantes entendem a necessidade da questão cultural. Mas não havia necessidade de fechar ainda na sexta. No sábado sim, devido ao público. Não questiono a organização da festa, mas precisamos avançar para um espaço de eventos mesmo em João Monlevade. É preciso usar a Praça do Povo, mas o comércio não pode ficar refém", opinou. Dornelas também criticou o volume do som após as 23h. Segundo ele, 1h30 ele recebia áudio no WhatsApp de pessoas reclamando do volume e da letra de algumas músicas. "Difícil de aceitar o palavreado. 1h30 da manhã já é demais. Respeito toda crença, fé. A festa poderia ter sido mais cedo e acabado mais cedo e escolhido um local melhor, para não prejudicar o comércio", declarou.

Tonhão (PDT) sugeriu que festas de grande porte, com grande público, sejam feitas na avenida Gentil Bicalho, enquanto a cidade não contar com uma área específica para esses eventos. "No centro trás transtorno para motoristas, impacta o transporte coletivo. A festa é bem-vinda, tem que ter cultura, mas tem que ter local apropriado", disse. Thiago Titó (MDB) também opinou. "Posso falar que a cultura do nosso município neste mandato foi reativada. Mas não quero ser omisso. Algumas pessoas me procuraram para falar sobre o trânsito. Por que não conversamos para achar esse ponto de equilíbrio?" questionou ele, que completou que reconhece a preocupação dos comerciantes e os impactos no trânsito, mas que não se pode de elogiar os eventos culturais na cidade.

Ao final, Belmar Diniz retornou à tribuna e disse entender a preocupação dos vereadores. Contudo, ele pontuou que não apoia deixar de se fazer eventos na Praça do Povo. "Tem que ocupar os espaços sim, espaços que estavam abandonados e largados. A gente vai usar para a cultura e lazer. Com relação à logística, vamos abrir uma conversa com a CDL, com os moradores. Vamos tentar buscar espaço para eventos. As pessoas que falam e criticam tanto, nos ajude a buscar esse espaço. A nossa população merece participar da cultura local, nacional e internacional", finalizou.

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