Complexo Logístico e Distrito Industrial: poder público e empresários avaliam saídas para o desenvolvimento econômico e logístico de Monlevade

Em reunião, vereadores e representantes da Prefeitura, entidades e da ArcelorMittal discutiram alternativas além da BR-381

Foto: Flávio Lial/Acom CMJM

Foto: Flávio Lial/Acom CMJM

A Câmara de João Monlevade sediou uma importante discussão nesta quinta (15). Foi feita uma apresentação de sugestão de projeto de alternativas para desenvolvimento econômico do município, focando em logística ferroviária e criação de estações aduaneiras, com foco no Distrito Industrial. A iniciativa da reunião surgiu após o empresário e professor Marcos Lima Reis fazer uso da Tribuna Popular e apresentar a sugestão do projeto de logística para o município e região.

O encontro foi mediado pelo vereador e presidente da Comissão de Participação Popular, Marquinho Dornelas (PDT), e contou com a presença dos vereadores Belmar Diniz (PT) e Thiago Titó (PDT). Também estiveram presentes o deputado estadual Bernardo Mucida (PSB) e seu assessor, Guilherme Nasser. Thiago Henrique dos Santos, representou o secretário de Planejamento e vice-prefeito Fabrício Lopes. A Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Piracicaba (Amepi) foi representada por Cristiane Linhares Vale. Já o empresário Cláudio Pereira, falou pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de João Monlevade (Acimon). Pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) estava Luiz Carlos Valente. Já pela ArcelorMittal Monlevade compareceram o especialista em Comunicação, Lucas Vilela; a analista de Comunicação, Camila Sales e o gerente de Logística da unidade em Monlevade, Gustavo Boratto.

Durante sua apresentação, Marcos Lima apresentou dados que confirmam que atualmente, a principal atividade econômica de João Monlevade é o comércio e prestação de serviços, superando assim a indústria e siderurgia. Além disso, segundo ele, Monlevade é um polo regional em diferentes áreas. Contudo, essa polarização trás ônus, como o aumento significativo de caminhões pesados na cidade. Segundo Marcos, de 2006 para 2020, o número de caminhões na cidade saltou de 800 para 1600. De caminhão trator foi de 150 para 550. Os veículos circulam com diferentes tipos de cargas, não exclusivas da indústria, atendendo assim a empresas em Monlevade e região.

Complexo Logístico

A sugestão apontada pelo professor para retirar esse volume de veículos do município e ao mesmo tempo, atender empresas da região, é incorporar parte da área do bairro Jacuí com o Distrito Industrial, transformando em um Complexo Logístico. Para tanto, a sede de um grupo escolar desativado seria utilizada como administrativo, mas em contrapartida, a comunidade receberia melhorias. Além disso, a ligação do bairro via BR-381 e ainda, a proximidade com a linha férrea permitiria um escoamento e recebimento de mercadorias tanto pela ferrovia quando pela rodovia. Importante destacar que para uso da ferrovia há ainda a necessidade de diálogo com a mineradora Vale, que opera a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM).

Ainda conforme apresentação, para que a sugestão se torne realidade, é preciso o trabalho coletivo, já que a intenção é transformar o complexo logístico em uma estrutura que atenda a região. Assim, após discussão e elogios à proposta, ficou acordado um novo encontro em novembro, após estudos e adequações a serem feitas pelos presentes. Paralelo a isso, o projeto será apresentado ao Comitê Permanente de Desenvolvimento Econômico e Social da Acimon e ainda, em uma Câmara Técnica da Amepi.